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Duplicata Escritural

Duplicata escritural no SAP: como a RD Saúde se prepara para pagar certo

Quando o fornecedor vende a duplicata, a conta de pagamento muda. Veja como RD Saúde, CERC e Revvo tratam isso no SAP, no case da ASUG 2026.

Revvo Tech· · 4 min de leitura
Duplicata escritural no SAP: como a RD Saúde se prepara para pagar certo

Na 28ª Conferência Anual ASUG Brasil, realizada em 20/10/2026 no Hotel Pullman, em São Paulo, a Revvo dividiu o palco com a CERC e a RD Saúde para tratar de um ponto que a duplicata escritural torna crítico no contas a pagar: pagar certo. Quando o fornecedor vende ou antecipa uma duplicata, muda também a conta bancária onde o pagamento deve cair. Pagar fora dessa conta não quita a dívida, e a empresa corre o risco de pagar de novo.

A sessão "Case RD Saúde: como pagar certo no SAP com a normativa de duplicata escritural" reuniu três visões complementares: a da registradora, a de uma grande empresa que se antecipou à norma e a de quem resolve o processo dentro do SAP.

Resumo

  • A duplicata escritural muda a rotina do contas a pagar: o título passa a existir na registradora e o credor pode mudar sempre que o fornecedor vende o título.
  • A CERC trouxe a visão da registradora e do mercado; a RD Saúde, o case de quem se antecipou à norma; a Revvo, como resolver no SAP o que o Banco Central pede.
  • O processo ganha etapas novas: aceite ou recusa no prazo, abatimentos registrados, mudança de domicílio e liquidação informada à registradora.

O que muda no pagamento com a duplicata registrada

A duplicata é o título de crédito que formaliza a venda de mercadorias ou serviços a prazo, mas até agora quase não aparecia na rotina de quem paga. Com a escrituração, o título passa a ser registrado em uma registradora autorizada pelo Banco Central, e é esse registro que define a quem pagar: se o fornecedor vender a duplicata para um banco ou fundo, o pagamento passa a ser devido ao novo dono do título. O Banco Central lançou o ecossistema em 30/06/2026, com obrigatoriedade prevista para grandes empresas a partir de junho de 2027 (Agência Brasil).

Para quem roda o financeiro em SAP, isso envolve contas a pagar, tesouraria, fiscal, compras, cadastro e o time de TI SAP ao mesmo tempo.

A visão da registradora

A CERC apresentou a visão de quem registra o título e acompanha o mercado. A registradora concluiu em maio de 2026 o ciclo de testes integrados da duplicata escritural, com mais de 600 cenários simulados para validar a interoperabilidade entre registradoras e escrituradoras (AdNews, 13/05/2026).

A nova jornada do contas a pagar

A apresentação detalhou as oito etapas da duplicata, da captura à liquidação. Quatro delas são novas para o contas a pagar:

EtapaO que aconteceNovo?
1. CapturaBusca das duplicatas emitidas contra a empresa em todas as registradoras e CNPJs
2. AssociaçãoVínculo da duplicata ao título ou à nota fiscal no ERP
3. Aceite ou recusaManifestação dentro dos prazos legais, com motivoSim
4. AbatimentoDescontos e devoluções combinados com o fornecedor ficam registrados na duplicataSim
5. CessãoO fornecedor vende o título e o titular muda
6. Mudança de domicílioA conta de pagamento passa a ser a do novo titularSim
7. Cadastro e arquivo de pagamentoCadastro do novo recebedor e envio do arquivo de pagamento correto ao banco
8. LiquidaçãoPagamento, baixa no SAP e informe à registradoraSim

O ponto central é a etapa 6. Pagar fora da conta registrada não quita a duplicata.

As cinco dores do novo processo

  1. Vincular a duplicata à nota fiscal, cruzando dados do ERP com a escrituradora.
  2. Aceitar ou recusar respeitando regras e prazos.
  3. Cadastrar o novo recebedor sempre que o fornecedor vende o título.
  4. Transformar acordos comerciais em abatimentos registrados.
  5. Fazer tudo isso em grande volume. A quinta dor multiplica as outras: na mão, o processo não se sustenta.

O case RD Saúde

A RD Saúde mostrou como está se antecipando à norma. O gerente de tesouraria da companhia respondeu a quatro perguntas:

  • Por que buscar uma solução antes da obrigatoriedade?Principalmente por gestão de risco. Antecipar dá tempo para entender os impactos, testar cenários e ajustar processos antes que a nova dinâmica seja obrigatória.
  • O que pesou na escolha da Revvo e da CERC?
    O equilíbrio entre conhecimento da duplicata escritural, entendimento de contas a pagar e SAP e infraestrutura de mercado. Além da tecnologia, pesou ter parceiros dispostos a construir e evoluir a solução junto com a RD.
  • Como está sendo a implantação no SAP?
    O desafio não é só integrar sistemas. É incorporar a informação da duplicata ao fluxo de pagamento, com regras, exceções e governança. É um projeto de tecnologia, processo e controle.
  • O que a RD espera ganhar com a solução?
    Segurança, governança e rastreabilidade. No fim, garantir que o pagamento certo seja direcionado ao recebedor certo, de forma segura e escalável.
“Queremos garantir que o pagamento certo seja direcionado ao recebedor certo, de forma segura e escalável.” - Felipe Polli Gavazzoni | RD Saúde

Como a Revvo resolve no SAP o que o Banco Central pede

A Revvo apresentou o Gestor Escritural, que conecta o SAP às registradoras e mantém o processo dentro do ERP:

  • Funciona no SAP que você já usa: atuamos nos ambientes SAP mais utilizados, ECC e S/4HANA, e fazemos toda a integração entre o SAP, a nossa plataforma e as registradoras, sem alterar o núcleo do sistema.
  • Volume e escala: milhares de duplicatas por dia, em todas as registradoras, sem trabalho manual título a título.
  • Governança: aceite, abatimento e baixa com trilha de auditoria, usando as aprovações e os fluxos que a empresa já tem no SAP.
  • Pagamento no destino certo: cada pagamento vai para o titular e a conta bancária registrados na registradora, que é o destino que o mercado reconhece como válido, mesmo quando o fornecedor vendeu o título para um banco ou fundo.
  • Contas a receber: registro, acompanhamento e baixa das duplicatas emitidas pela empresa.

O lado da oportunidade

A sessão também tratou do contas a receber. Para manter o crédito vivo, a empresa precisa escriturar suas duplicatas: sem duplicata registrada não há antecipação nem garantia, e registrada ela vale mais como lastro.

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